Minha bandeira exposta

Aos 16 (1997), eu fui a única mulher e mais nova dentre os integrantes da banda Feira Moderna (nome em homenagem ao som de Beto Guedes… Clube da Esquina).

Aos 19 (2000), enquanto estagiária da Prefeitura Municipal de Sorocaba, escrevi um projeto que foi aprovado pelo então Prefeito Renato Amary (que nem sabia quem eu era). O projeto beneficiou os cidadãos e, até onde sei, está em voga – o setor de Dívida Ativa no Centro da cidade. Com dados e gráficos estudados nas duas últimas semanas de meu estágio – sim, porque o contrato tem fim, e eu estava num setor que nada tinha a ver com o que estudava (Comunicação vs. Finanças/IPTU).

Aos 26 (2007), fui a única mulher – e, de novo, a mais nova dentre os palestrantes – no 1o. Encontro de Mídias Digitais, convidada a falar sobre Conteúdo Para Web, na Metodista.

Aos 28 (2009), já liderava o projeto Teia Cultural que visava dar espaço aos artistas de todo o país que nem imaginavam o que era ter sua arte divulgada na internet. Projeto iniciado em 2006 que teve as primeiras quintas-feiras do Asteroid Bar logo em sua fundação (2010 acho). Durou pouco porque o investimento era do meu bolso. Paguei cada cachê com amor, não vi um tostão. Mas conheci Vinícius Dorin, Filó Machado, Thiago do Espírito Santo, e pude ver meus amigos músicos no palco que eu com a ajuda de queridos “montamos”.

Aos 29 (2010), fundei a Conteudoria, agência de Comunicação que tinha como principal objetivo reunir excelentes profissionais, independentemente da distância geográfica. Sim, sempre apostei nesse cenário “pandêmico”, que só é mesmo um sinal de que as pessoas estão aprendendo a usar a internet para algo útil. A agência perdura e hoje abriga outras 14 pessoas excelentes em inúmeros aspectos.

Aos 30 (2011), compus dezenas de letras com o principal parceiro de Zélia Duncan, que fez os arranjos de Catedral – que, diga-se de passagem, foi o hit que lançou a cantora nos anos 90. O nome dele é Christiaan Oyens, músico e compositor que tocou com Cazuza e Lulu Santos. Como isso aconteceu? Ele descobriu meu blog de poesia e me mandou um e-mail.

E no auge dos 40 (2021), ouço coisas como “você não conseguiria estar onde está se não tivesse olhos azuis” (não foi bem isso, mas o resumo é esse). Lembro-me de ter ouvido que só fui contratada por ser “bonitinha”. E ainda vejo gente torcendo o nariz para quem sou HOJE, sem saber o que passei EM PARALELO ao que acabei de contar e que, certamente, ninguém ou quase ninguém sabia.

Na boa?
Eu fiz tudo por amor ao ser humano.
Eu fiz também por amor a mim.
Eu faço porque acredito no potencial de todos.
Eu faço porque sei quem sou.

Minha bandeira é a perseverança.

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