Perdão

(…) Pois amar é rápido, já perdoar é demorado.
Amar é dar-se para alguém, já perdoar é anular a glória da vingança.
Perdoar não tem visibilidade, não tem vaidade, é a mais profunda solidão.
Há alguém que se dispõe a realmente perdoar? Com a renúncia e o desapego que existem dentro dessa palavra?
Não é pôr uma pedra sobre o assunto, é carregar a pedra nas costas de volta à montanha.
Não é perdoar para esquecer, mas para lembrar todo dia.
Não é perdoar como um favor, mas para talvez nunca colher os louros do gesto.

— Fabrício Carpinejar, sobre o livro “O perdão imperdoável”, de Maria Carpi

Alguns escritores me tiram do estranhamento. Continue lendo