Veja-se, vejo-me

Todo o mundo se julga louco. Louco? Todos somos normais em nossas loucuras pequenas. Queremos, na verdade, um aval do resto da sociedade para nossos vãos devaneios. Que de tão malucos, chegam a ser ridículos. Ridículos somos nós, achando que ser louco é o máximo que podemos fazer. Todos normais em nossas bobagens diárias que fazem do corriqueiro uma grande aventura falada.

Contadores de histórias e loucos normais. Somos todos iguais. O raciocínio é o mesmo, basta o desejo de entender o outro. É muito fácil. Ninguém precisa ser um mago para compreender a mente alheia. Só precisamos de vontade, e digo mais, coragem. Coragem para aceitar que o erro do outro é exatamente igual ao que cometemos há um minuto ou que daqui um minuto iremos cometer. Julgar, pra quê? É só viver.

Somos todos iguais em nossas quinquilharias, em nossas sacanagens, em nossas aventuras de amor. Ou sexo. Não queria entrar neste mérito. O texto estava tão puro. Mas isso também não é impuro. Julgamento. É somente isso que fazemos. E mal. Fazemos um julgamento mal. E fazemos o mal. Mas fazemos o bem. A linguagem é paradoxo e nós também. Não somos loucos. Esqueçam essa história de ser humano carente que precisa de atenção. Há muita gente ganhando dinheiro sobre sua falta de vontade de compreender o outro. Porque compreender o outro é enxergar a si próprio.

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