o fim dos meios

não acredito nos meios.
saia da superfície.
não quero nada pela metade.
meio-amor não existe.
não acredito em passado,
castigo que foi embora.
as águas que já rolaram
não bebo depois da hora.
se o futuro é o que busca,
é bem longe do agora.
se só quer deixar sua marca,
arranco minha pele fora.

2 Comments

  1. Cadê aquela moça que me encantou?

    Aquela que compartilhava músicas e poesias?

    Cadê aquela moça linda, gente boa e engraçada?

    Cadê aquela moça que em mim confiava?

    Por que ficastes em silêncio?

    Culpando a falta tempo

    Tempo que antes me servia,

    mas que agora só apresenta agonia.

  2. Vivemos à metade: metade tampa, outra face às escondidas. A em luz, revela falta enquanto fala desinibida que é completa em sua mentira. Vivemos à metade, deixando pra amanhã, a outra, em descanso de possibilidade a não assumi-la, muitas vezes, desencontrada. Meia no pé pra dormir em noite de frio na falta de muito cobertor pra acordar junto e dizer que valeu a pena, o pássaro voou batendo asas rápidas, deixando apenas estrada, pontilhada em tracinhos compridos, mediando vontades…
    Para sua poesia, feita só pro seu coment.
    Edu Lazaro
    Abraços!
    Suas criações, como sempre no padrão do desejo da leitura à altura…

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