não quero depois

como a água que enche o copo vazio
você preenche meu corpo e assim
me fala te amo aos ouvidos
me pega no colo revira o carmim

em minhas pernas dormentes
depois de me tirar o lençol
diz que é tarde pra despertar
que lá fora me espera o sol

mas antes de me deixar escapar
ir embora para onde deus quiser
me olha nos olhos intenso
derrete o gelo, transforma em maré

fala que não temos que ir agora
diz que não há ontem nem amanhã
que o agora é o presente da vida
e torna em leveza o afã

eu que bem que podia me segurar
fazer de difícil e não aceitar
me jogo em sua cama bem à vontade
estico os braços pra te alcançar

e deixo que toda manhã seja assim
sem pensar em jornal cigarro e café
faço de conta que o agora é tudo
é o que alcançamos na ponta dos pés

em cima da mesa esqueço o mundo
e as folhas datadas que vêm pr’eu pagar
só saio de perto pra buscar a água
do copo que você deixou derramar

o tempo que temos é imensidão
não perco o meu pra contar um a um
dos dias que passo sem você
e sinto sua pele em minhas mãos

vem cá vem pro meu lado agora
deixa eu te ver mais uma vez
ser tua cobiça e pecado afora
faz o que bem quer e o que eu quero também

vem cá vem e vê se não demora
que a vida é uma só pra nós dois
vem cá vem não vá embora
todo dia é igual, menos pra nós dois

*Não quero depois é música de Christiaan Oyens e letra de Lívia Gusmão

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