A era do faz-de-conta

Há quem faça da própria vida um faz-de-conta. Essas pessoas fazem de conta desde a mais ínfima das tarefas até mesmo as grandes coisas. Quer ver só? Tem gente que faz de conta que é amável, empático e politizado. Há os que fazem de conta que são responsáveis, que trabalham demais e que, uau, cuidam de toda uma rotina composta por jornadas duplas, triplas… Pessoas que fazem de conta que se preocupam com os seus, que sentem desejo e até que amam. Continue lendo

O que move a montanha?

O ser humano tem uma necessidade nata de provar o contrário para todo mundo. Muitos, frente a uma situação humilhante, vão lá e provam que não são “qualquer um”. Outros, imbuídos de um sentimento de raiva ou de justiça, promovem grandes mudanças em suas vidas. Ora passam o tempo tentando mover a montanha, ora é Maomé não está muito afim de se mexer.

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O poeta é o revelador da cegueira universal.

Emplastro silencioso

Não há nada que cause mais surpresa do que a tristeza cotidiana. Sabe, a tristeza não é algo que se escolhe e, como já escrevi, não é um motivo para competir. “Minha tristeza é maior do que a sua” não existe. Existe respeito à tristeza do outro e ao próprio sentimento de perda. Existe o tempo dado, necessário para superação. Existe paciência e compaixão, empatia – essa palavra usada tão pejorativamente hoje em dia.
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