a última ponta de estrela

de um insuportável azul
não dá nem gosto de ver.
tão vazio de suas formas,
as nuvens foram brincar
no quintal de outro lugar.

no meu dia jogam véus,
os flocos dos meus olhos.
derramam suas águas
pelos poros de quem sabe
das nuvens e do amar.

imóveis, as que ficaram.
pura inveja do seu olhar,
da última ponta de estrela,
da espuma de seu mar,
do nosso insuperável amar.

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